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Empreendedorismo

Nora e sogra empreendem com acessórios de moda

Você abriria um negócio com a sua sogra ou sogro? E com a sua nora ou seu genro? Empreender com negócios familiares não é simples. Exige muito profissionalismo e gestão. Mas Giorgia Polato, 22, e Maribel Maia, 53, toparam o desafio. Em 2013, decidiram tirar do papel uma ideia que era assunto frequente nos encontros de família: abrir uma loja de acessórios de moda. Em menos de seis meses, colocaram a La Petite Fleur em operação, empreendimento que vende 700 peças por mês, por meio de um e-commerce e um pequeno espaço em loja física colaborativa.

Alguns produtos oferecidos na loja virtual

Giorgia tinha somente 19 anos quando decidiu fundar o negócio com a mãe de Michel, seu namorado desde os tempos do colegial. “Eu sempre gostei muito de bijuterias, acessórios e moda. E tinha o costume de mostrar sites de outros países para a Maribel”, diz a jovem, que, na época, estava iniciando o curso de contabilidade na universidade. Maribel, que durante o seu tempo de faculdade tinha o costume de fazer e vender artesanato, pensava com frequência na ideia de voltar à área. “Eu sempre falava para a Giorgia: ‘Vamos abrir uma loja?’. Até que um dia ela topou e a gente realmente abriu”, diz

Foram seis meses e um empréstimo de R$ 1100 para colocar o e-commerce em operação. No início da empresa, a La Petite Fleur apenas revendia acessórios prontos, comprados pelas duas empreendedoras em diferentes regiões de São Paulo, para os seus clientes. Com o tempo, sentiram a necessidade de alterar o seu produto, e começaram a produzir elas mesmas as peças que vendiam no site.

“A gente percebeu que era possível montar produtos bacanas com materiais nacionais”, afirma Giorgia, que começou a desenvolver diferentes acessórios ao lado de Maribel. Durante três anos, ela tocou estudos, estágio e a administração do seu e-commerce ao mesmo tempo. Em março de 2016, decidiu deixar o emprego para tocar somente a sua loja. “Quis aproveitar o crescimento que tivemos em 2015 e não deixar a crise nos afetar”, diz.

Trabalho em equipe

Para dar certo, desenvolveram um modelo em que dividem as tarefas do negócio entre as duas. Giorgia é responsável pelas finanças e marketing da empresa, enquanto Maribel é diretamente encarregada por criar e produzir as peças. As duas se dividem no relacionamento com o cliente e logística – e uma terceira pessoa é responsável pelas redes sociais da empresa.

“Mesmo assim, nós buscamos tomar quase todas as decisões juntas. Se uma não concorda, a outra tenta achar o meio-termo”, diz Giorgia. Segundo sua sogra, elas nunca brigaram ao longo desses quatro anos de empresa. “A gente se complementa. Ela é jovem, cheia de ideias e eu sou mais experiente, com um conhecimento na área que ela está tendo agora”, afirma Maribel.

Em média, elas produzem mais de mil produtos por mês, todos artesanalmente. Desde 2015, quando tiveram um aumento no faturamento de 40%, a empresa vende até 700 produtos mensalmente em todo o país, somando as vendas do comércio eletrônico e de um espaço na loja colaborativa Endossa, localizada na região da Rua Augusta, na cidade de São Paulo, onde expõem seus produtos.

Apesar dos mais de 200 produtos que já criaram para a loja, a peça mais conhecida da La Petite Fleur é o modelo “choker”, ou gargantilha. “Sem dúvidas, é o nosso carro-chefe”, diz Giorgia. Nas redes sociais, clientes e influenciadores digitais adotaram o produto que, segundo a empreendedora, não tem gênero. “São modelos para quem quiser usar.” A estratégia em ações de marketing em redes como Instagram têm feito parte do planejamento da empresa desde o início – e seguem para 2017. “Queremos criar um canal de relacionamento com o nosso cliente, seja quem ele for.”

Fonte: Revista PEGN

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